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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Segurança na água: ensine o seu filho a nadar

A maioria dos acidentes pode ser evitada se a criança souber nadar e estiver sob vigilância de um adulto.

Ensine os filhos a nadar
Nunca é cedo para ensinar uma criança a nadar. A idade ideal para inscrevê-lo nas aulas de natação é entre 1 e os 4 anos. Não é raro uma criança aprender a nadar antes de começar a andar.
Mesmo que a criança saiba nadar, um adulto deve sempre vigiá-la dentro e fora de água. Ensine a criança a não correr nem jogar junto à borda das piscinas, já que pode escorregar e cair na água.
Frequentar um curso de primeiros socorros também é uma boa ideia para os pais. Em caso de afogamento, o tempo é crucial; sobretudo se forem necessárias operações de reanimação.

Segurança na água: ensine o seu filho a nadar-ajudas à natação

A maioria dos acidentes pode ser evitada se a criança souber nadar e estiver sob vigilância de um adulto.
Melhor optar por braçadeiras, coletes ou "bolhas"
As braçadeiras, os coletes ou as “bolhas” (para crianças com mais de 2 anos) ajudam na aprendizagem da natação e podem ser usados em zonas mais fundas. Mas não descure a vigilância. Ajuste a “bolha” na parte superior do corpo, acima da cintura, para evitar que a criança se vire e fique com a cabeça (a parte mais pesada do corpo) debaixo de água. As “bolhas” são mais úteis quando a criança tem alguma prática de natação. Fáceis de utilizar, as braçadeiras devem estar bem colocadas, próximo dos ombros para evitar que saiam acidentalmente. Os coletes oferecem melhor ajuste e flutuabilidade, além de deixarem os braços livres.
Estas ajudas à natação superaram uma das provas de segurança básica: câmara-de-ar dupla (se insufláveis), válvula de retenção (para, quando aberta, reter 75% do ar após dois minutos) e fivelas com bloqueio duplo. O último elemento nem sempre está presente.


Bonecos insufláveis são brinquedos, não apoios de segurança
Os barcos, as figuras insufláveis e a maioria dos colchões e flutuadores são considerados brinquedos. Não estão obrigados a cumprir certas normas de flutuação básicas. Daí que só devem ser usados em zonas onde a criança possa apoiar os pés. E nunca no mar ou num rio, onde a corrente arrasta para longe da costa ou das zonas onde tem pé.Os brinquedos insufláveis escondem riscos: no caso de saltar junto à borda da piscina, podem rebentar e a criança magoar-se ao embater nesse bordo; ou mesmo contra o fundo.

Segurança na água: ensine o seu filho a nadar-5 principios de segurança

A maioria dos acidentes pode ser evitada se a criança souber nadar e estiver sob vigilância de um adulto.

Socorrista, um aliado
A presença de um socorrista é vital, tanto no mar como na piscina ou no rio. É uma segunda pessoa a vigiar (além de si) e com preparação para resgatar e tratar de um acidentado.
Evite as piscinas sem socorrista. O socorrista deve ter um telemóvel caso precise de fazer uma chamada urgente.
A piscina deve ter uma vedação com um mínimo de 1,2 metros de altura e fechadura, para não ser facilmente acessível às crianças.

Respeite as bandeiras
- Uma praia com bandeira verde assinala um mar tranquilo, sem correntes nem ondas grandes, o contrário de uma bandeira vermelha, que proíbe o banho. A bandeira amarela indica condições pouco favoráveis para o banho: é precisa precaução e muita atenção aos mais pequenos.


Embarque em segurança
- Se for navegar numa embarcação de recreio ou praticar algum desporto náutico, como esqui, use colete salva-vidas.


Cuidado com os choques
- Evite mergulhar ou saltar em águas turvas, ou em locais de profundidade desconhecida, pois pode haver rochas ou outros nadadores que não estão visíveis.
- Não deixe que as crianças corram ou brinquem junto à borda da piscina. Retire os brinquedos com fios, fora e dentro de água.
- Incentive as crianças a entrar e a sair da piscina pelas escadas. É preferível a saltar para a água, já que pode estar alguém debaixo de água e emergir nesse momento.


Peça ajuda
- Se assistir a um acidente na água, num local sem socorrista, chame os serviços de emergência através do 112. Não é boa ideia assumir esforços para os quais não está treinado, nem sobrestimar forças, sobretudo no mar.
- Se sentir fraqueza no mar, tente ficar calmo. Não nade contra a corrente. Deite-se de costas para recuperar as forças e impulsione-se só com as pernas, em paralelo à praia.
- Se a água estiver muito fria, cuidado com as paragens de digestão. Se ingerir bebidas alcoólicas, espere que passe o efeito antes de entrar na água.