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domingo, 26 de julho de 2009

Quem deve estar presente na sala de partos?

Dar à luz é uma experiência intensamente pessoal, bem como a sua decisão de ter familiares, amigos ou assistentes de parto consigo na sala de partos.
Veja em seguida alguns dos aspectos a considerar quando preparar a sua “lista de convidados”:
• Não existe uma só decisão correcta. Num inquérito recente do BabyCenter, 44% das grávidas diziam que preferiam ser acompanhadas apenas pelo companheiro e a equipa médica quando dessem à luz, ao passo que 37% afirmou que tinha trazido mais um familiar e 16% pediu a presença de uma amiga.
• Alguns maridos ou companheiros podem sentir-se confusos quanto ao seu papel numa sala de partos ou ficar relutantes em participar na presença de outros. Se levar familiares ou assistentes de parto, assegure-se de que o seu companheiro aceita bem a sua ideia.
• Pode estar a sentir-se pressionada pela sua mãe ou pela sua sogra, ansiosas por estar presentes na sala de partos para assistir ao nascimento do neto — independentemente de ter manifestado o desejo de viver a experiência em privado. Se quiser ficar sozinha com o seu companheiro, não receie solicitar o apoio do pessoal do hospital para cumprir o seu desejo de manter os seus familiares fora da sala de partos.
S&R

Ajuda para a falta de fôlego e porque o bebé dá pontapés à noite.

O volume sanguíneo (plasma e glóbulos vermelhos) é agora cerca de 40 a 50% superior ao que tinha antes de engravidar, indo assim ao encontro das suas necessidades e do bebé. (Esta quantidade adicional também ajuda a compensar o sangue que perderá durante o parto.)
Agora aumenta quase meio quilo por semana e mais ou menos metade disso é directamente canalizado para o bebé. Com o útero a roçar o diafragma e o aumento da pressão no abdómen, poderá ter de enfrentar mais vezes a azia e sentir-se um pouco sem fôlego.
À medida que o bebé cresce, uma cada vez maior concentração de peso na barriga provoca uma alteração de postura e uma mudança do centro de gravidade. Além disso, os músculos abdominais vão esticando, as hormonas relaxam os ligamentos e o útero em expansão pode mesmo comprimir alguns nervos. Tudo isto pode contribuir para dores no fundo das costas e possivelmente para alguma dor ao nível das nádegas e das ancas. Informe o seu médico se sentir dores intensas ou dormência ou pontadas nas pernas.

EXPLICAÇÃO
Porque o bebé dá pontapés de noite?
Muitas grávidas dizem que os bebés parecem mais activos durante a noite, mas ninguém sabe porque acontece. A explicação tradicional é que a mulher irá reparar mais facilmente nos movimentos quando está quieta e sossegada. Mas pelo menos um estudo encontrou uma resposta diferente: investigadores no Canadá monitorizaram mulheres forçadas a fazer a gravidez em repouso e concluíram que os bebés eram mais activos à noite – mesmo que as mães passassem 24 horas por dia deitadas. Uma explicação possível é que os bebés gostam de se mexer e, quando a mãe está a dormir, o bebé sente-se incentivado pelo facto de se mexer sozinho, explica o Dr. Mark Taslimi, professor de obstetrícia e ginecologia no Lucille Packard Children's Hospital, em Palo Alto, na Califórnia.

DICA DE CONFORTO
Falta de ar
Fica sem fôlego mais vezes do que o costume? Para lidar com isso:
• Abrande o ritmo. Seja realista sobre aquilo que consegue ou não consegue fazer e ouça o que o seu corpo tem para lhe dizer. Se uma actividade lhe parecer demasiado cansativa, então é porque é.
• Tenha cuidado com a postura. Os pulmões terão mais espaço para expandir se mantiver os ombros levantados, impedindo-os de descaírem.
• Concentre-se na respiração. Concentre-se em fazer inspirações profundas e cheias, conduzindo-as pela garganta e imaginando todo o percurso até ao bebé.
• Eleve o seu corpo. Irá perceber que conseguirá respirar mais profundamente à noite se elevar a cabeça e o peito com almofadas suplementares.

S&R

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Função da Placenta

A placenta é a estrutura que liga o feto e a mãe, e pode ser considerada como um filtro ao qual chegam substâncias nutritivas que devem ser selecionadas e transferidas para o feto, e por outro lado do feto chegam substâncias que precisam de ser eliminadas pelo organismo materno à placenta. É uma troca contínua visando a segurança e saúde do futuro bebé. Além destas funções de triagem, a placenta também elabora hormonas que facilitam à adpatação do organismo materno às várias necessidades da gestação (mãe, feto e parto). A placenta é um orgão misto formado por tecido fetais e por tecidos maternos que funcionam simultaneamente ao serviço das necessidades do feto e da mãe ao mesmo tempo.
A placenta forma-se a partir da fecundação do óvulo, e aproximadamente 5 dias após ser fecundado, o óvulo chega ao útero. Este óvulo (blastocisto) tem a forma de uma esfera oca, constituída por dois tipos de células: uma o trofoblasto que dará origem à placenta e outra da qual se desenvolverá o embrião. Enquanto isso no endométrio forma-se uma cavidade dentro da qual o óvulo fecundado se desenvolve rapidamente. O trofoblasto (primeira forma da placenta) torna-se liso na parte que acompanha a curva da cavidade, mas continua "esponjoso" na parte que adere ao miométrio. A parte lisa passa a ser chamar de "córion liso" e a parte "esponjosa" de "córion frondoso", sendo daqui que se vai originar a placenta. No interior da cavidade que se formou na parede do útero, já se vai desenvolvendo o embrião e os minúsculos vasos sanguíneos que acabam por fazer contacto com o "córion frondoso" (placenta em formação) por dentro de um tubo que dará origem ao cordão umbilical. A partir do momento em que os vasos do embrião alcançam o "córion frondooso", estabelece-se a circulação placentária e surge a lacenta definitiva que irá a partir de agora desempenhar as funções necessárias para a sobrevivência do feto e da gestante.
Quando completamente desenvolvida a palcenta adere nitidamente à "decídua basal", uma camada interna do útero onde a placenta se apoia por meio de ligações entre os vasos sanguíneos da mãe e os intervalos entre as estruturas ramificadas da placenta (espaços intervilosos). Cada uma destas formações contém no interior dos seus ramos vasos sanguíneos do feto; esses vasos por sua vez são ramificações da veia e das suas artérias que passam por dentro do cordão umbilical. Os "vilos" absorvem oxigéneo e substâncias nutritivas provenientes do organismo da mãe, levada a eles pelos vasos sanguíneos maternos que desembocam nos espaços intervilosos. Por outro lado os vasos maternos colhem dos espaços intervilosos as susbstâncias expelidas pelo feto, que através do sangue fetal chegam à região. Deste modo a placenta faz as vez dos rins e dos pulmões do feto; dos pulmões porque fornece o oxigénio e recolhe o gás carbónico e dos rins porque mantém limpo o líquido amniótico da urina expelida pelo feto, remetendo os resíduos do cordão umbilical até à placenta que os irá despejar no sangue materno.
O sangue da mãe não circula pelo feto, nem o do feto pelas veiaa da mãe. A passsagem de elementos de um para o outro faz-se por meio indirectos, através de tecidos permeáveis e por meio de trocas. Além das funções nutritiva, excretora e respiratória, a placenteta tambem produz as hormonas essenciais para a gravidez e recolhe do sangue da mãe substâncias requeridas pelo desenvolvmento fetal, como anticporpos maternos. A placenta também protege o feto contras ataques virais, mas atenção que não o consegue proteger contra o efeito negativo
de alguns antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios , drogas e alcool.
A placenta não é apenas uma bolsa que protege o bebé durante a gstação, é um orgão único e fantástico formado exclusivamente durante a gravidez, tendo funções definidas e importantes para a saúde da mãe e do feto. Imediatamente após o parto a placenta descola-se do útero e é eliminada.
S&R

sábado, 9 de maio de 2009

Gravidez e Aleitamento

A expectativa sobre este estado fisiológico da mulher é grande e nada como pensá-lo desde o início, para que sejam 9 meses cheios de vitalidade e alegria.

A grávida, regra geral, aumenta cerca de 10-12 kg ao seu peso, até ao nascimento do seu filho. Aproximadamente 3.3 kg são o peso do feto, 4 kg são o peso da placenta, líquido amniótico, aumento dos tecidos do útero e seios e aumento do volume de sangue e, finalmente, 3 a 5 kg correspondem à gordura de reserva. A gordura de reserva, por volta de 3.5 kg, destina-se a ser usada no período do aleitamento (amamentação), após o nascimento do bebé. Esta parcela de ganho de peso costuma ocorrer nas primeiras 20 semanas de gestação.
Uma possível indicação do aumento de peso, durante a gravidez poderá ser:1.5 kg, nos primeiros 4 meses;3 kg, nos 2 meses seguintes (cerca de 350 g semanais);6 kg, nos últimos 3 meses (cerca de 450 g semanais).

Necessidades gerais:
A gravidez requer um aumento das necessidades de todos os nutrientes, desde que se mantenha a actividade física. É importante que durante a primeira parte da gravidez a grávida ingira, pelo menos, 36 kcal/kg/dia e atinja, no segundo e no terceiro trimestre, as 42-44 kcal/kg/dia.

Aleitamento:
Este período exige um aumento superior das necessidades nutritivas em relação ao período da gravidez. Isto porque o leite produzido terá que satisfazer as necessidades do bebé, uma vez que durante alguns meses será o seu único alimento. As necessidades da mãe, nesta fase, poderão ser calculadas com base na quantidade de leite que produz, por dia. A lactação (amamentação) ideal com a duração de 6 meses (800-850 ml de leite por dia), faz aumentar as necessidades energéticas diárias maternas de cerca de 555kcal.Quanto às vitaminas A, B2 e D, da mesma forma necessárias durante o período da gravidez, continuam a sê-lo durante o período de aleitamento. O mesmo acontece com o cálcio.Nesta fase, deverão existir alguns cuidados com certos alimentos (espargos, couve-flor, couve-de-bruxelas e algas) uma vez que poderão dar um sabor indesejável ao leite. Também deve ser dada atenção às bebidas excitantes e alcoólicas e evitar o seu consumo.Quer enquanto grávida, quer durante a amamentação há que seguir as regras de uma alimentação saudável: não saltar refeições (fazer de 4 a 6, por dia) e não abusar no consumo de sal (controlar a tensão arterial), bem como gorduras saturadas (controlar sempre o peso) e açúcar (controlar a glicemia). É ainda importante despistar qualquer risco de desenvolvimento de anemia.
S&R

Nove meses em forma

Se está grávida, nem hesite um minuto. Pela sua saúde, pelo seu corpo ou pelo seu filho, nesta ordem ou na inversa, escolha o melhor exercício.
Não, não ligue ao que lhe dizem; estar grávida não significa estar doente. As histórias antigas contadas nos romances de reis e de rainhas deixaram de fazer sentido.
A mulher já não precisa de se manter recolhida nos aposentos por estar à espera de um filho. Na verdade, esse costume não tem, nem nunca teve, fundo de verdade. A gravidez é um altura de felicidade e de saúde, por isso, está na hora de se dedicar a si, ao seu filho e cuidar do corpo.O exercício físico é uma das actividades mais aconselhadas pelos especialistas, não só porque fará com que se sinta bem, como a ajudará a preparar-se para os meses que se avizinham e para o «grande momento».
E, sabe que mais? O seu bebé vai-lhe agradecer!

Antes de começar
Pensar que a mulher enquanto está grávida não pode fazer exercício físico é, como já deve ter percebido, um erro. Hoje em dia, a gravidez já não é vista como um período de quarentena. O que não quer dizer que, antes de iniciar qualquer tipo de actividade, não deva consultar o médico. Este pô-la-á a par dos factores que levantam algumas questões no que diz respeito à prática de exercício físico, como é o caso de doenças cardíacas, doenças infecciosas agudas, diabetes, obesidade, pré-eclampsia, placenta prévia, hipertensão arterial, anemia, entre outras. Algumas destas situações são contra-indicações absolutas para o exercício, enquanto outras poderão ser ultrapassadas com cuidados adicionais. A visita ao médico vai permitir-lhe ainda fazer um diagnóstico de aptidão e conhecer os sinais de alerta a que deve estar atenta enquanto faz qualquer actividade.

Vantagens do exercício
Os benefícios do exercício físico são variados. Evita o aumento exagerado de peso, o aparecimento de diabetes gestacional e controla a tensão arterial.Para além disso, favorece uma série de situações pré e pós-parto como o aumento da flexibilidade, da força e da resistência muscular na zona pélvica, previne a obstipação e as dores nas costas, permite a correcção da postura e uma melhor recuperação pós-parto.A juntar a tudo isto não podemos esquecer a sensação de bem-estar que proporciona e a manutenção de um corpo muito mais firme e atraente. Mas as vantagens não ficam por aqui. Também para o bebé os benefícios são inúmeros. Os filhos de mães que se mantêm activas durante a gravidez nascem com um peso inferior devido à menor quantidade de gordura, o que pode ajudar na prevenção de doenças cardiovasculares.
Segundo estudos realizados, estes bebés têm também maior probabilidade de tolerar melhor o stress e apresentam um melhor desenvolvimento das suas capacidades intelectuais.

A escolha certa
Muitos especialistas defendem que as futuras mães não devem praticar desportos radicais, violentos, de alto impacto ou de contacto.Exceptuando estes exercícios, e caso não haja nenhuma outra contra-indicação, a grávida pode fazer qualquer tipo de actividade até aos seis meses de gestação, altura em que começa a sentir dificuldade em deitar-se de barriga para cima ou para baixo, pelo que deverá passar a fazer apenas exercícios de pé ou deitada de lado.
As futuras mães não devem praticar desportos radicais, violentos, de alto impacto ou de contacto .

A pensar no corpo
Para que os nove meses sejam passados em pleno, aqui estão as modalidades mais indicadas
- Caminhada. Se não for uma pessoa activa, opte por começar um programa de caminhada moderada. Tente andar a uma passada normal, durante vinte a trinta minutos, três vezes por semana. Apesar de ser mais agradável andar ao ar livre, se não tiver outra hipótese, opte pela passadeira no ginásio. As vantagens são inúmeras. - Natação. É uma óptima actividade porque fortalece os diferentes músculos enquanto a água suporta o seu peso. Não deve mergulhar nos últimos meses de gravidez. A sauna também deve ser evitada, tal como as piscinas com água muito fria ou muito quente.
- Hidroginástica. As suas vantagens são várias, já que leva à diminuição da acumulação de líquidos e consequentes edemas, melhora a circulação sanguínea e diminui o risco de varizes. Para além disso, tal como nos outros exercícios, ajuda a controlar a tensão arterial e fortalece os músculos da zona pélvica. - Bicicleta estática. É sempre preferível, pois, a probabilidade de queda é muito reduzida. Tome atenção à sua postura e não utilize as barras as quais podem provocar dores nas costas.
- Alongamentos. Para além de relaxantes, estes exercícios podem ser muito benéficos para as dores nas costas provocadas pela má postura.
A, B, C do exercícioPara não correr qualquer risco enquanto se exercita, siga os conselhos do American College of Obstetricians and Gynecologists

Situações a evitar :
- Exercícios violentos, de alto impacto ou de contacto
- Esforços repentinos após longos períodos de inactividade
- Exercícios que a obriguem a deitar-se de costas ou de barriga após o sexto mês de gravidez
- Exercícios intensos em tempo quente, húmido ou quando está com febre
- Exercícios com saltos ou de alto impacto
- Exercícios em que tenha de flectir muito os joelhos
- Levantar-se rapidamente
- Continuar a fazer exercício se sentir algum desconforto
- Esticar as duas pernas e tocar com os dedos nos pés
- Permanecer longos períodos imóvel e de pé
- Fazer exercício até à exaustão
Regras a seguir:
- Fazer exercício pelo menos três vezes por semana e durante vinte minutos contínuos
- Aumentar o número de calorias que se ingere de forma a adaptar-se às necessidades da gravidez e da actividade física. Não esquecer que na gravidez é importante consumir mais 300 calorias do que normalmente
- Utilizar um soutien que seja confortável e que suporte bem o seu peito
- Usar sapatos apropriados para a actividade escolhida, de forma a manter os pés bem acondicionados, dando ao corpo um bom suporte
- Iniciar a actividade de forma gradual, terminando também de forma lenta
- Calcular a frequência cardíaca (que não deve exceder as 140 batidas por minuto)
- Levantar-se do chão lenta e gradualmente para evitar a sensação de desmaio ou tonturas
- Beber água com frequência, antes durante e após o exercício
- Parar o exercício e procurar o médico nas seguintes situações: dor, hemorragia vaginal, sensação de desmaio ou tonturas, falta de ar, batimento cardíaco acelerado, dores nas costas ou na região pélvica ou contracções uterinas
S&R

O que é proibido na Gravidez

1 - Proibido fumar
É sabido que activa ou passivamente o cigarro afecta a saúde de homens e mulheres. Mas quando esse vício se associa à gravidez os danos multiplicam-se. Entre os efeitos nocivos que se adjudicam ao hábito de fumar encontra-se a infertilidade, o aborto, o parto prematuro (cerca de 14 por cento dá-se em mães fumadoras), alterações inflamatórias e desprendimento prematuro da placenta, maior incidência de desnutrição fetal e morte súbita do recém-nascido, além de baixo peso ao nascer. Como exemplo: a incidência de atraso no crescimento em mulheres não fumadoras é de 7 por cento, enquanto que nas fumadoras chega aos 28 por cento. Um cigarro de apenas sete centímetros de comprimento contém três mil compostos químicos diferentes; os três principais são a nicotina, o monóxido de carbono e o ácido ciânico. Como podemos verificar, tratam-se de argumentos mais do que concludentes para compreender porque deixar de fumar durante a gestação é uma necessidade, apesar de ser uma decisão difícil. Diversos estudos demonstraram que os efeitos do tabagismo sobre o crescimento fetal são proporcionais às doses: quanto maior for o número de cigarros, maior é o efeito restritivo no peso fetal. Se a mulher deixa de fumar durante a gravidez, o seu filho nascerá com tamanho e saúde iguais aos de outra criança, filha de mãe não fumadora. Inclusivamente, se se abandonar o hábito antes da semana 30, consegue-se um extraordinário benefício: a maior parte do peso do bebé (60 por cento) atinge-se no terceiro trimestre. O cigarro evita a acumulação de gordura corporal no feto sem afectar o seu crescimento linear. Além disso, deixar de fumar melhora o estilo de vida: geralmente acompanha-se de uma melhor alimentação e de um incremento da prática de exercícios físicos, o que se reflecte numa diminuição das doenças crónicas cardiovasculares, insuficiência cardíaca, cancro do pulmão e enfisema pulmonar.
2 - Proibido tomar álcool
Respondendo a perguntas sobre se será permitido beber uns "copinhos" durante a gravidez, a resposta é um rotundo "não". O álcool é uma das substâncias responsáveis de malformações fetais, de modo que as mulheres deveriam abster-se de tomar bebidas alcoólicas quando comecem a planificar a gravidez. Também no caso do álcool, o impacto negativo dependerá da dose, do tempo e das condições de exposição. Quanto maior for o consumo, maiores também serão os efeitos negativos no feto. Grandes quantidades de álcool no primeiro trimestre predispõem ao aborto espontâneo, enquanto que no segundo ou no terceiro provocam restrições ao crescimento e dano neurológico fetal. As consequências nas crianças com "síndroma de álcool fetal" são: atraso de crescimento intra-uterino, menor tamanho e peso ao nascer, estatura pequena e anomalias faciais. O álcool pode também afectar o sistema nervoso central e produzir, entre outros problemas, microcefalia (escasso desenvolvimento do cérebro), além de originar dificuldades na aprendizagem e no comportamento social. Entre as complicações mais frequentes contam-se o atraso mental, o início tardio da compreensão e da fala, o déficit de atenção e os transtornos na aprendizagem.

3 - Proibido o excesso de café
A cafeína é um estimulante do sistema nervoso que incrementa a frequência cardíaca da mãe assim como o seu metabolismo. Encontra-se presente não só no café mas também no cacau, no chocolate, no chá e em várias bebidas de cola. Em doses elevadas, a cafeína pode provocar excitação, palpitações e irritação do tracto digestivo. E também aumenta a libertação de epinefrina, uma substância que coloca em situação de stress tanto a mãe como o feto, dado que através da diminuição do fluxo útero-placentário reduz a quantidade de oxigénio e nutrientes que chegam ao feto. As mulheres grávidas não deveriam consumir mais de dois cafés por dia.

4 - Proibido cansar-se
Para explicar-lho de maneira simples, um correcto repouso ou descanso consegue-se com oito horas de sono durante a noite e duas durante a tarde. Claro que estas definições costumam ser fáceis, e a sua aplicação difícil. O conselho para as futuras mamãs é que não tenham receio de descansar mais do que o habitual; pelo contrário; façam-no sempre que possam. Para isto, é conveniente organizar as tarefas durante o dia segundo a sua importância, e aproveitar os fins-de-semana para repousar. Também é necessário que os colegas compreendam que o rendimento laboral pode diminuir. Se tenta descansar e não o consegue, não se preocupe: a maioria das mulheres tem dificuldades, porque embora o seu corpo esteja deitado no sofá, o cérebro continua no seu ritmo habitual. Outra recomendação é não entrar em competições, porque quem não estiver "grávida" fica em vantagem. Procure nos colegas a solidariedade, em vez de rivalidade ou compaixão.

5 - Proibido não se alimentar bem
A futura mamã deve alimentar-se corretamente, escolhendo os alimentos adequados em quantidades moderadas, e privilegiando a variedade e a qualidade. Desta maneira, não só beneficiará a sua imagem que, além disso é muito importante e evitará possíveis e indesejáveis complicações. A dieta de uma pessoa adulta saudável deve fornecer aproximadamente 2.000 calorias. E embora se saiba que durante a gravidez seja preciso reforçá-las, este aumento não deve exceder as 300 calorias adicionais por dia. Mas a quantidade de calorias não é a única coisa a ter em atenção. Também é preciso verificar de que tipos de alimentos provêem, uma vez que as que são fornecidas por uma guloseima são diferentes daquelas que se absorvem através de uma maçã. O melhor guia para uma alimentação equilibrada em todas as circunstâncias e também durante gravidez, é a pirâmide nutricional. Para cuidar da linha, é recomendável escolher alimentos sem cremes ou com poucas calorias, que forneçam os nutrientes indispensáveis sem juntar calorias desnecessárias. Desta maneira, é possível controlar o peso.

6 - Proibidos os exercícios físicos de risco
Sabe-se que o exercício físico é fonte de boa saúde. Ao falar de "exercícios físicos" referimo-nos a toda a actividade física que exceda as tarefas habituais e quotidianas; concretamente: caminhar, andar de bicicleta, praticar ginástica ou algum desporto como o ténis ou a natação. Nesse sentido, poderemos considerar dois grupos de mulheres: aquelas que não realizaram actividade física alguma antes da gravidez, e as que estão habituadas a praticar algum desporto e se encontram em bom estado físico. Se não está habituada a fazer ginástica, a gravidez não é o momento ideal para começar, uma vez que isso constitui uma exigência física muito importante para o organismo, e é necessário ser muito cuidadosa na hora de avaliar situações de consumo energético. Não obstante, se assim o deseja, pode caminhar em locais de ar livre e bem oxigenados, fazer ginástica para grávidas, iniciar a prática de yoga ou exercícios de relaxamento. Mas sempre de maneira gradual e mediante movimentos suaves e coordenados, descansando de cada vez que se sinta cansada ou fatigada. Se por outro lado está habituada a fazer exercício físico e está bem treinada, não há motivo para abandonar as actividades habituais. Inclusivamente, o exercício pré-natal poderia diminuir as dores frequentes de cintura, as cãibras, a obstipação e a acidez, além de aumentar a capacidade energética da grávida e melhorar a sua respiração e oxigenação. Mas atenção: é preciso pôr de lado o aspecto competitivo. O excesso de actividade acima do tolerável pode prejudicar a evolução da gravidez. Por isso, é bom praticar o seu desporto habitual mas não obrigar-se a terminar nenhuma partida. As actividades como o esqui (aquático ou na neve) e o hipismo não são recomendáveis durante a gestação, devido à possibilidade de acidentes que implicam.

7 - Tintas, proibidas?
Habitualmente ouvimos dizer que as tintas para o cabelo são proibidas durante a gravidez. No entanto, não há inconvenientes em utilizar produtos como o "Inné", dado que se trata de um corante vegetal que não implica risco algum durante a gestação. Quanto ao resto das tintas, convém aplicá-las somente para fazer reflexos ou madeixas, de modo que não tomem contacto directo com o couro cabeludo.
S&R

Parto: Medos & Mitos

Apesar do avanço do conhecimento, o parto é ainda um mundo povoado de dúvidas, mistérios e medos. Para muitas mulheres, é um absoluto desconhecido. Vamos então desfazer alguns dos mitos mais comuns nos dias de hoje.

«A dor de parto é intolerável»
Se há um medo universal associado ao parto é este. Muito porque o nascimento continua a estar ligado na nossa cultura à ideia de sofrimento, mas a dor é uma sensação muito subjectiva. E a maneira como se lida com ela - aceitá-la ou tentar desesperadamente eliminá-la - é fulcral no desenrolar do trabalho de parto. É importante perceber que, ao contrário das outras dores, a dor de parto não é um sinal de que algo está errado no nosso corpo. Por várias razões, é uma dor muito diferente de todas as outras. É gradual e intermitente, permitindo à mulher recuperar forças entre as contracções.
A sua intensidade depende não só de grávida para grávida, como das condições em que a mulher dá à luz: nível de relaxamento, privacidade, apoio de familiares e profissionais, posição de parto e ambiente que a rodeia. O medo da dor é o principal inimigo da mulher em trabalho de parto. Quando há medo, aumenta a tensão, que aumenta a dor.
O melhor plano para encarar a dor é senti-la como uma aliada no processo de fazer nascer o bebé. Acreditar que ela tem uma função fisiológica e tentar dar à luz num ambiente propício: sem imposições de terceiros, sem stress e sem intervenções desnecessárias. E confiar na Natureza.
Se a dor de parto fosse realmente impossível de suportar, há muito que a Humanidade se tinha extinguido...

«Se o meu parto for de cesariana, a vinculação ao bebé é posta em causa»
Por vezes, as grávidas ficam de tal modo prisioneiras de uma ideia de parto que não concebem outra, mas os imprevistos acontecem e nem sempre os bebés podem nascer por via vaginal. No caso das mulheres que desejam a todo o custo ter um parto normal ou natural (sem medicamentos ou intervenções desnecessárias), é frequente pensarem que a cesariana prejudica a vinculação ao bebé e nada é mais falso.
A ligação a um recém-nascido não depende exclusivamente da forma como decorre o parto. É certo que o parto não cirúrgico permite um contacto imediato com o bebé e uma recuperação mais rápida, mas não é necessariamente sinal de vinculação instantânea.
Uma experiência negativa de parto pode comprometer o vínculo ao bebé numa fase inicial (pelo cansaço, pela desilusão), mas isso tanto pode acontecer numa cesariana, como num parto vaginal.
O fundamental é que a mulher consiga viver bem o momento do parto. Sentir que teve um papel activo no nascimento do filho e que não se limitou a ser uma mera espectadora. Mesmo que a cesariana seja inevitável.

«A epidural é a melhor amiga da mulher»
A técnica anestésica mais comum durante o parto divide-se em analgesia epidural (destinada aos partos vaginais) e anestesia epidural (utilizada nas cesarianas). Ambas bloqueiam as sensações dolorosas nas zonas do abdómen e pélvica.
Consistem na introdução de um cateter na parte inferior das costas, entre os ossos das vértebras inferiores, por onde irão passar as substâncias medicamentosas que eliminam a dor. Se a utilização da técnica é consensual nas cesarianas, o mesmo não se pode dizer nos partos normais.
Nestes casos, a epidural não deve ser encarada como uma técnica livre de contra-indicações. Em primeiro lugar, porque comporta alguns riscos (por esse motivo, antes de se submeterem à analgesia, as mulheres têm de assinar um consentimento informado) e, em segundo, porque se trata de uma intervenção que pode tornar o período expulsivo mais difícil, aumentando a probabilidade de recurso ao fórceps para ajudar o bebé a nascer.
Apesar de eliminar a dor, a epidural, é preciso assumi-lo, limita o papel da mulher durante o parto: por estar anestesiada e relaxada, muitas vezes ela não sabe quando fazer força e necessita que a 'conduzam'.
Há mulheres que decidem submeter-se à analgesia epidural ainda antes do parto. Como podem saber se vão, de facto, necessitar da intervenção do anestesista?
A epidural deve ser estudada antes do nascimento - o efeito, as contra-indicações - mas ter a certeza de que sem ela não se passa, só no momento. Não é possível antecipar a intensidade da dor de parto nem o nível de resistência da grávida.
«A epidural representa um risco muito grande»
Não é a solução para todos os males, mas também não é o perigo que, por vezes, se imagina que é. A analgesia epidural é, hoje, uma técnica praticada com segurança pelos médicos anestesistas. São raros os casos em que alguma coisa corre mal.
Os efeitos negativos mais comuns incluem dores de cabeça e formigueiro nas pernas. Para além disso, é eficaz. A dor de parto é realmente eliminada. Para muitas mulheres, o alívio da sensação dolorosa devolve-lhes a serenidade necessária para dar à luz.
Do mesmo modo que a decisão de se submeter à epidural não deve ser tomada antes do parto, também a sua recusa não deve ser equacionada antes de tempo. Isto é particularmente verdade para as grávidas de primeiro filho, que nunca viveram uma experiência de parto.
O melhor é esperar para ouvir o que diz o corpo. À partida, qualquer mulher está preparada para ter um filho sem epidural, mas, por vezes, há factores que potenciam a dor: posição de parto, ambiente hospitalar, decisão de acelerar o nascimento com fármacos, trabalho de parto longo. Nestes casos, a epidural pode ajudar.

«O pai tem de estar sempre presente»
É uma das grandes mudanças na forma de encarar o nascimento e uma das mais importantes bandeiras da humanização do parto. A abertura da sala de partos ao pai nas últimas décadas permitiu que os homens passassem a tomar contacto com uma realidade que até então lhes era praticamente vedada.
O parto deixou de ser um 'assunto de mulheres' para passar a ser uma experiência partilhada entre os membros do casal. A maior parte das maternidades e hospitais admite a presença do pai durante o trabalho de parto e, hoje em dia, são poucos os que recusam assistir ao nascimento dos filhos.
Mas será a presença do pai obrigatória? Teremos passado de um extremo ao outro: da ausência total do pai no momento do parto à ditadura da sua presença? Não havendo imposições, nem expectativas impossíveis de cumprir, a participação do pai no parto é um bálsamo. Sobretudo, pelo apoio emocional que presta à mãe.
Para o bebé, é um tesouro haver um acréscimo de vinculação. Mas nem todos os homens se sentem preparados para um momento destes. Falta de à vontade, falta de sangue frio, falta de serenidade. A ideia de ver nascer o filho pode trazer ansiedade e angústia aos homens e eles não deverão ser culpabilizados por isso. O essencial é o desejo de ambos os pais.
«Se não der de mamar logo a seguir ao parto, perco a oportunidade de amamentar o meu bebé»
O importante é querer dar de mamar. Se, por alguma razão, a recém-mãe não puder ou não conseguir amamentar o seu bebé nas horas que se seguem ao parto (isto é frequente nos casos de cesariana ou de partos muito difíceis), o aleitamento não está necessariamente em causa.
As hormonas que desencadeiam o processo podem ser estimuladas durante um período de tempo aceitável. Há mulheres que decidem amamentar um mês depois do parto e conseguem. Tudo é reversível, pode ser mais difícil, mas é possível voltar atrás. Por vezes, é necessário procurar ajuda para desbloquear o processo e aprender a dar de mamar.
A grande maioria das mulheres produz leite suficiente para alimentar os filhos, mas nem sempre sabe como fazê-lo. Além disso, apesar de ser um processo natural, a amamentação pode revelar-se complicada e difícil. Muitas vezes, é preciso insistir. Isto é particularmente verdade nos casos de bebés que não mamaram logo a seguir ao parto. Uma enfermeira especialista em saúde materna ou uma doula poderão dar um apoio precioso.

S&R

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Guia do Papá

Tudo o que se lê e se escreve é para a mamã, e para o papá não há nada??? Claro que há depois de muita procura lá encontrei algo, então aqui fica...

Parabéns! Vai ser pai! .... "E agora?"- Você se pergunta? Ao mesmo tempo que a alegria vem ao seu coração, um mar de dúvidas invadem a sua mente. Este sentimento é perfeitamente normal. O pai de hoje é um pai que participa, que quer saber, quer estar lá no dia.

Aqui ficam os medos mais comuns de um pai de primeira viajem?

1.Segurança
2. Paternidade
3. Mortalidade
4. Saúde da Família
5. Relacionamento


1. Segurança:
Esse é, pode-se dizer, o medo maior que assola a mente de um pai. "Será que conseguirei proteger a minha família e prover o que eles precisam?" É um medo comum, não só dos dias de hoje mas, sempre foi. É toda uma situação nova para o casal, antes parecia tão simples, era só você e sua esposa. Agora você vê a responsabilidade pesando forte em suas costas. É um filho, uma benção que Deus põe em suas mãos. Agora você tem que ser forte em áreas que até então ainda não tinha sido necessário. O seu apoio é essencial, não só monetário como emocional. A futura mamãe estará atravessando uma maré de instabilidade emocional e você tem que estar firme e oferecer amor e serenidade.


2. Paternidade
Não é engraçado como os pensamentos da gente são criativos e a mente viaja e, em uma dessas viagens você se pergunta "Será que eu sou mesmo o pai dessa criança?" Não é um fato muito comentado mas a idéia passa pela cabeça de pelo menos 50% dos pais. E o melhor é que, apenas uma pequena parte desses realmente acham que a esposa teve um caso. Dois pontos que não combinam. Como você pode achar que o filho não é seu e que sua esposa é fiel? Psicólogos afirmam que o que acontece na mente de muitos pais é que, eles ficam tão maravilhados com o milagre da vida que é difícil de acreditar que eles tiveram alguma coisa a ver com isso. Pode ser engraçado, mas acontece.


3. Mortalidade:
Testemunhando o começo da vida não é raro o pai se pegar pensando no fim dela. Você vê que você não é mais a geração mais nova. O sucessor já chegou e se tudo correr bem, você vai deixar essa vida antes dele. Nessa hora, muitos pais jovens que sempre achavam que a vida é uma grande aventura e gostavam de se arriscar, esses mesmos homens começam a ver que a vida é muito preciosa e que eles não têm o direito de morrer. A vida agora tem mais valor.


4. Saúde da sua família:
O parto é um momento que preocupa tanto as mães quanto os pais. E agora você fica pensando e, lembra de tantas notícias de partos não bem sucedidos que você já ouviu. Você não lembra direito quem te contou e nem quando mas a notícia está lá na sua mente. "E se eu perder o meu bebê?" ou " E se minha esposa não aguentar? Como vou criar um filho sozinho?" É uma preocupação que já foi muito real. Na época de nossos avós, a causa maior de morte para mulheres com menos de 50 anos era parto. Mas felizmente hoje é raro. Mas é normal nos preocuparmos.


5. Relacionamento:
É comum achar que quando o bebê nascer ele vai ser número 1 e você não vai ser mais tão amado ou receber tanta atenção como antes. Esse é um medo que muitas vezes pode ser muito real. Não é raro a gente conhecer alguma família em que o pai só é permitido tocar, beijar ou pegar o bebê depois de muitas instruções e só se a mãe achar que é uma boa hora pra isso. De repente o pai se torna o menos importante na casa. Parece engraçado mas é verdade. Por isso é importante o pai mostrar que é o pai desde o começo da gravidez, participar e mostrar interesse. Se você não pode pegar o bebê por isso ou por aquilo, mostre que você também é responsável e tem o direito de mostrar o seu amor também.

S&R

Menino ou Menina

Embora alguns tentem disfarçar, não há dúvidas de que os pais preferem meninos, principalmente quando a esposa está grávida pela primeira vez.
Talvez existam explicações mais elaboradas para este fato, mas provavelmente ainda persista nos homens algum resquício do sentimento de superioridade do macho na espécie humana, idéia aliás que prevaleceu durante séculos. Hoje nenhum homem defenderia esta tese numa discussão séria, mas numa mesa de bar ou numa roda de amigos, a teoria de que mulher é um mal necessário volta e meia ganha defensores ardorosos.
Este sentimento reflete-se também na expectativa a respeito do sexo do bebê que está para nascer. "Tanto faz" ou "o que vier vem bem" são comentários que muitas vezes escondem outros sentimentos, pois as manifestações mais espontâneas ocorrem na sala de exame de ultra-som, quando então é dado o veredicto final.
Os ultrassonografistas estão habituados a observar as reações dos pais quando dizem: "parabéns, é uma menina!" As expressões faciais e os comentários neste momento são extremamente reveladores. Muitos mostram resignação e frases como "vamos tentar na próxima", "tudo, bem, o que se pode fazer", "doutor, o senhor tem certeza?", ou "ainda bem que as meninas agora também jogam bola", não escondem o sentimento de que nem tudo deu certo nesta gravidez.
Mas os papais não precisam ficar preocupados ou com remorsos devido a estes sentimentos, pois talvez eles sejam inatos a nossa condição humana. Algum tempo vai transcorrer deste o veredicto do ultra-som até o momento de conhecer pessoalmente esta menina que está crescendo rapidamente na barriga da mamãe. E durante este tempo vai ser possível conversar com ela e sentir seus movimentos e "chutes".
E quando ela nascer, surpresa! O papai já estará irremediavelmente apaixonado, envolvido por um sentimento que daqui para a frente só irá aumentar. Portanto, não fique preocupado, pois esta menininha saberá exatamente o que fazer para conquistá-lo. Afinal, as mulheres não conseguiram mudar o seu lugar no mundo por acaso. E ainda vai concluir que na verdade não há nada pior do que o homem.

Isto vai acontecer quando a sua garotinha sair sozinha pela primeira vez com o namorado.

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Movimentos fetais

Os primeiros pontapés
Quando irá sentir os primeiros movimentos do bebé? Como é possível reconhecê-los? Com que frequência devemos senti-los?

Há quem descreva os primeiros movimentos do bebé como um esvoaçar de borboleta, como um ligeiro borbulhar ou como um peixe a cirandar. Uma sensação tão suave como uma bola de sabão a rebentar na nossa pele. Há quem tenha dúvidas quanto à origem daquela sensação. Há quem desfaça a magia do momento avançando que podem ser, simplesmente, gazes.

Como é possível? Uma coisa é certa. A primeira vez que o sentimos, sem margem de erro, a primeira vez que temos essa certeza absoluta, a primeira vez que ninguém pode desfazer o encantamento, dessa primeira vez, é tão comovente e arrebatador que é difícil descrever o que se sente. Frequentemente, essa primeira vez traduz-se num sorriso pregado na cara da grávida, alheado e levemente patético, que dura, dura, dura...

Uma longa conversa
Os primeiros movimentos perceptíveis marcam o início de uma longa conversa entre mãe e bebé. Uma conversa que às vezes pode ser engraçada, quando a barriga começa a mexer-se sozinha e aí já toda a gente pode ver a força daquele bebé. Outras vezes pode ser dolorosa, quando os pés que deviam ser minúsculos e delicados parecem enormes e brutais, espetando-se nas costelas, ou comovente quando um pequeno pontapé surge como resposta a uma pergunta da mãe ou do pai. Cotoveladas, joelhadas, pontapés, esticões, festinhas interiores, soluços.

Os movimentos do bebé são o que de mais palpável temos dele antes do nascimento. Sim, porque a imagem da ecografia pode ser comovente, mas é muito mais distante - está ali no ecrã, passa depois para o papel -do que o que se sente por dentro da pele quando um filho por nascer se mexe dentro de nós. É indescritível como esses movimentos provocam sentimentos de protecção, de amor, de empatia. Para além de pontapés, piruetas e outras acrobacias, é também possível sentir os soluços do bebé. E senti-lo a mexer-se como resposta a ruídos ou a situações de stress. Os seus movimentos são também uma maneira de começar a conhecê-lo. Com a mão pousada sobre a barriga, também o pai, o irmão mais velho, os avós e os amigos vão poder sentir o bebé. Não há quem fique indiferente a esses movimentos, quem não queira testemunhá-los. Porque eles são a prova de que há vida para além da mãe.

Quando começa a sentir-se o bebé?
É muito variável, de mulher para mulher e de gravidez para gravidez, mas algures entre as 16 e as 22 semanas é quando é normal sentir os primeiros movimentos do bebé. É claro que ele já se mexe há muito tempo, desde as sete ou oito semanas de gestação, mas é tão pequenino e rodeado pelo líquido amniótico que é impossível senti-lo antes. As mulheres mais magras têm tendência para sentir mais cedo do que aquelas que têm peso a mais.

Com que frequência?
Nas primeiras semanas de «pontapés», é muito irregular a frequência com que são sentidos. Num dia podem notar-se várias vezes e no outro nem uma única. Isto não quer dizer que o bebé tenha deixado de se mexer, mas simplesmente que os movimentos não são assim tão vigorosos que sejam sempre percebidos.

No final do segundo trimestre, contudo, o bebé está maior e os seus movimentos começam a sentir-se de forma mais regular e frequente.

No último trimestre, convém prestar alguma atenção à sua regularidade e avisar o médico no caso de sentir um decréscimo significativo de movimentos. No final do tempo de gestação, é aconselhável verificar diariamente se o bebé está a movimentar-se normalmente.

No final do Livro Verde da grávida, encontra essa recomendação e um espaço onde anotar a frequência dos movimentos do seu bebé. Mesmo no final da gravidez, a partir das 38, 39 semanas, é normal notar uma redução nos movimentos, pois o bebé já tem muito pouco espaço. No entanto, mais do que nunca é conveniente estar atenta.

S&R

Nove meses de conquistas

Conhecer as principais etapas da gravidez é um trunfo muito útil para lutar contra a ansiedade e as dúvidas que assaltam todas as futuras mães.

A gravidez é, por definição, o intervalo que decorre entre a fecundação e o nascimento do bebé, altura em que a mulher sofre um conjunto altamente significativo de mudanças físicas e emocionais, muitas das quais remetidas quase à condição de «mistério», especialmente nos casos de um primeiro filho.
Uma boa estratégia para dissipar medos e esclarecer questões é saber o que está a mudar, à medida que as semanas de gestação vão decorrendo.
No período em que muitas mulheres ainda nem sequer desconfiam de que se encontram grávidas, já uma verdadeira «revolução» está a desenvolver-se dentro delas.
Desde o momento da fecundação até ao nascimento, ocorrem uma série de acontecimentos que irão definir não só o sexo do feto, como também todos os restantes órgãos e sua maturação. A definição da cor dos olhos, dos membros, do coração e até mesmo das impressões digitais vão-se desenvolvendo, sem que a mãe tenha a percepção do momento em que tudo isto ocorre.
O tempo vai passando e cada etapa é uma nova descoberta.

E quantas vezes a grávida se questiona sobre o que está a acontecer com o seu bebé nessa semana. Perguntas como: «Será que já se mexe?» ou «Será que nesta fase seria já capaz de sobreviver se nascesse?», ecoam no espírito da mulher.
A vivência saudável deste período reveste-se de uma extraordinária importância para o bom desenvolvimento do feto e para a construção de uma nova etapa da vida do casal. É neste sentido que se torna útil o conhecimento das principais etapas da gravidez.
Novas técnicas diagnósticas, como a ecografia a três e quatro dimensões, são ferramentas importantes neste processo já que permitem, tanto aos profissionais como aos pais, ver claramente o desenvolvimento global do embrião e do feto.

Do embrião ao feto
O feto humano de termo, isto é completamente desenvolvido, nasce com cerca de 280 dias ou 40 semanas de idade gestacional, podendo a gravidez oscilar entre as 37 e as 42 semanas.
A idade gestacional é calculada a partir do primeiro dia do último período menstrual da mulher, embora não haja quaisquer dúvidas que o momento da concepção só ocorre cerca de duas semanas depois desse dia, altura em que se dá a ovulação e fecundação.
Durante as primeiras 8 semanas ou 56 dias após a concepção, ou seja, até às 10 semanas de idade gestacional, é costume utilizar-se o termo «embrião». Na verdade, nas duas primeiras semanas após a fecundação, período também conhecido como pré-embrionário, ocorrem uma série de mecanismos que resultam na divisão e implantação do ovo no útero.
Durante esta fase, o útero vai sofrendo várias modificações, em função de alterações hormonais, que o preparam para o posterior desenvolvimento do embrião. No final desta segunda semana ou no início da terceira começam a desenvolver-se as estruturas percursoras das membranas fetais e da placenta e inicia-se uma circulação útero-placentária primitiva.
É o momento em que se inicia o período embrionário propriamente dito e a mulher reconhece a falta da menstruação, podendo assim suspeitar de que se encontra grávida. Nesta fase os testes diagnósticos de gravidez são também já positivos.
É durante o período embrionário que ocorre a organogénese, ou seja, a formação de todos os órgãos e sistemas do corpo, a que corresponde uma fase de intensa proliferação celular. É nesta altura que se diferenciam mais de 200 tipos de células, responsáveis pelas várias funções orgânicas do adulto. Esta é também a altura de maior vulnerabilidade do feto aos agentes teratogénicos, ou seja, às substâncias químicas ou aos meios físicos e biológicos capazes de causar malformações. Durante esta fase ocorre também a grande maioria de abortos espontâneos, muitos dos quais reflectem, provavelmente, uma forma do organismo se defender de malformações graves do feto que possam ter ocorrido. O final do período embrionário e o início do período fetal é apontado por volta das 10 semanas de idade gestacional. É durante esta altura que se dá a maturação e crescimento adicional dos orgãos, para que estes se encontrem em plenas condições de funcionamento na altura do nascimento.
De forma simplificada, é durante esta fase que o feto adquire a capacidade de sobreviver independentemente da mãe, isto é, fora do útero materno.

Os Trimestres
A gravidez encontra-se dividida em trimestres, com cerca de 13 semanas cada um e caracterizados por marcas obstétricas importantes. Por exemplo, a ocorrência de abortos espontâneos ocorre sobretudo no 1º trimestre, ao passo que a capacidade de sobrevivência do recém-nascido aumenta significativamente quando a gravidez alcança o 3º trimestre.

O 1º trimestre inclui a fase pré-embrionária, todo o período embrionário e parte do período fetal. A fase pré-embrionária corresponde às duas primeiras semanas após a ovulação. Inclui a fecundação, isto é, a fusão do espermatozóide com o ovócito, que culmina com a formação ovo ou zigoto.
Esta ocorre ao nível da trompa de falópio onde ocorrem ainda as primeiras divisões celulares. Ao fim de 2 a 6 dias de idade, e após uma série de divisões, o agora chamado bastocisto implanta-se na parede do útero. Com o início do período embrionário, por volta da 4ª ou 5ª semanas de idade gestacional, inicia-se a formação da placa embrionária, ou seja, o primórdio do embrião.
Nessa altura o desenvolvimento do embrião está dependente dos nutrientes que lhe fornece a vesícula vitelina, que corresponde a um pequeno saco ligado ao primórdio do cordão umbilical e que posteriormente irá regredir para ser substituída pela placenta. A futura «bolsa de águas» mede apenas cerca de um centímetro.

Por volta da 5ª semana, o embrião estica-se para formar um longo tubo. É nesta altura que se começa a formar o sistema nervoso, com a formação da cabeça e encerramento do tubo neural. É por este motivo que qualquer mulher que pretenda engravidar ou assim que saiba que está grávida, deve iniciar a toma de ácido fólico, já que esta vitamina parece reduzir a incidência de doenças relacionadas com o encerramento do tubo neural.
É também neste momento que se forma um coração rudimentar, constituído apenas por duas cavidades, ocorrendo então os primeiros batimentos cardíacos.

À 6ª semana inicia-se a formação de pequenas elevações, que serão os futuros membros e dois pontos negros na cabeça: os futuros olhos. No final da 8ª semana o embrião mede cerca de dois centímetros e cabe inteiro dentro de uma noz. Nesta altura a cabeça é enorme, quando comparada com o resto do corpo.

Entre a 8ª e a 10ª semana de gravidez, a formação dos primórdios de todos os orgãos já está concluída. Olhos, orelhas, nariz e boca podem ser identificados e o coração é já constituído por quatro cavidades bem definidas. A partir das 10 semanas de idade gestacional, entra-se no período fetal.
É por volta desta altura que a vesícula vitelina regride e a placenta assume a responsabilidade de promover a nutrição e desenvolvimento do feto. Será ela também a responsável pela filtração de possíveis subtâncias nocivas que se encontrem na circulação sanguínea da mãe. Quando a gravidez atinge as 12 ou 13 semanas o feto mede cerca de sete centímetros.
A pele e as unhas já se desenvolveram e surgem cabelos rudimentares. O sexo começa a mostrar sinais definitivos e é também nesta altura que o feto inicia movimentos espontâneos, embora ainda passem despercebidos pela mãe. Estes movimentos parecem ter importância para o crescimento posterior dos músculos e desenvolvimento das articulações. Apesar de toda esta evolução, o feto tem ainda um longo caminho a percorrer até se tornar viável, isto é, até ser possível a sua sobrevivência caso nasça antes de tempo.

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Ácido Fólico e mal-formações congênitas

O Ácido Fólico pode ajudar a prevenir os defeitos de Tubo Neural.
Quais são os defeitos de Tubo Neural?
A cada ano, aproximadamente 2.500 bebês nascem com defeitos de tubo neural, nos Estados Unidos. Os defeitos de tubo neural são defeitos que ocorrem quando o tubo neural do embrião não se fecha adequadamente para formar a medula espinhal e o cérebro. Quando o tubo neural não está corretamente fechado no extremo superior, o resultado é anencefalia (sem cérebro) e morte certa em poucos dias; se o tubo neural está incorretamente fechado no extremo inferior, resulta em espinha bífida (espinha aberta), que é, paralisia da parte inferior do corpo e perda do controle das funções instestinais e da bexiga.

Quais as possibilidades que eu tenha um bebê com defeitos de tubo neural?
De cada 1.000 bebês nascidos nos Estados Unidos, um nasce com defeito de tubo neural. As mulheres que já têm um filho afetado com defeito de tubo neural correm um risco 10 vezes maior de terem um outro filho com o mesmo problema.

Qual a relação entre o Ácido Fólico e os defeitos do tubo neural?
O consumo do ácido fólico, o qual é uma vitamina B, antes da concepção e durante o primeiro trimestre da gravidez, pode ajudar a previnir a ocorrência de defeitos no tubo neural. Todas as mulheres de idade fértil e que podem engravidar, devem tomar 0.4 mg de ácido fólico como prevenção.

O que causa os defeitos do tubo neural?
A causa dos defeitos do tubo neural não é completamente conhecida mas se considera que, pelo menos em parte, se deve a nutrição deficiente, genética ou ao uso de drogas. Certos medicamentos (como alguns usados para controlar convulções) podem também causar defeitos de tubo neural. Em 1995, um gene anormal foi descoberto, o qual produz mutações e empede que o tubo neural se feche normalmente. As crianças com defeitos de tubo neural estão propensas a levar este gene, o qual é responsável por cerca de 15% dos casos de defeitos do tubo neural.

Quais as fontes de ácido fólico?
O ácido fólico é uma vitamina B que se encontra em vegetais de folhas verdes, feijão, vágens, fava, brócolis e espinafre, gema de ovo, germe de trigo, carnes magras, fígado, peixe e em suco de frutas cítricas como a laranja e limão. Alguns cereais são fortificados com ácido fólico. Algumas vitaminas também contém a quantidade de 0.4 mg de ácido fólico. Estatísticas mostram que mais que 90% das mulheres não recebem essa quantidade de ácido fólico diariamente. As razões são muitas, inclusive o esquecimento, a falta de informação quanto à necessidade e importância do ácido fólico e razões financeiras contribuem para as estatísticas.

Porque se deve tomar ácido fólico antes de engravidar?
O tubo neural se converte em medula espinhal e cérebro entre os dias 18 à 26 de gestação. Muitas mulheres, durante esse período ainda nem sabem que estão grávidas ou não têm certeza. Por isso é importante que a mulher fértil sempre tome o ácido fólico comece pelo menos um mês antes de engravidar. Nos Estados Unidos, aproximadamente 50% das mulheres que engravidam, não planejaram com antecipação. Entre as jovens, esse número chega à 95%. Entre as mulheres acima de 40 anos esse número é de 75%. Se somente as mulheres que estão planejando engravidar, tomarem ácido fólico, a metade da população está então desprotegida.

Há outros benefícios oferecidos pelo ácido fólico?
Sim. O consumo suficiente de ácido fólico pode aminorar os riscos de doenças cardíacas.





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ABC do Parto

O parto é, para muitas grávidas, um mundo desconhecido.
Dilatação? Contracções? Cesariana? Dor?...
Às dúvidas soma-se, muitas vezes, o medo. Aqui vai encontrar algumas respostas.

Amniotomia
Nome que se dá à ruptura artificial das membranas. É um dos métodos mais comuns de indução do parto, utilizado também quando se pretende acelerar o nascimento.
Geralmente, a amniotomia é efectuada no decurso de um exame vaginal e não é suposto que doa. O médico insere um instrumento de plástico com a ponta em forma de agulha de croché através do colo do útero e rompe delicadamente a bolsa membranosa, deixando sair o líquido amniótico.
É frequente os obstetras recorrerem a esta técnica, mas a Organização Mundial de Saúde defende que não existem dados científicos que justifiquem o rompimento artificial das membranas num estádio precoce do parto. Assim sendo, a amniotomia só deverá ser realizada em casos excepcionais e sempre com base em motivos clínicos.

Bebés grandes
Há algumas doenças que podem contribuir para o aumento do peso do bebé (dez por cento dos bebés com idade gestacional de termo têm mais de quatro quilos). A mais comum é a diabetes.
Mas muitos bebés com dimensões maiores do que as normais não têm qualquer problema, nem são filhos de mães diabéticas. Muitas mulheres preocupam-se com a possibilidade de não conseguirem dar à luz um bebé grande.
Isso poderá ser verdade em alguns casos, mas não o é, seguramente, em todos. A classificação de «bebé grande» não é uma indicação absoluta nem para cesariana, nem para indução de trabalho de parto. Não é, igualmente, motivo soberano para se efectuar uma episiotomia (corte no períneo). O mais importante é a avaliação individual de cada caso.

Cesariana
Quando, por algum motivo, o bebé não consegue ou não deve nascer por via vaginal, a opção recai sobre o nascimento cirúrgico, a cesariana. A operação pode ser realizada com anestesia geral ou epidural, sendo que esta última reúne cada vez mais as preferências de médicos e grávidas.
Há indicações absolutas para realizar uma cesariana, como os casos de placenta prévia (quando a placenta cobre parcial ou completamente o orifício interno do colo uterino), mas a intervenção não deve ser vista como uma panaceia. A cesariana só deve ser efectuada em casos de verdadeira necessidade.
Os riscos associados a esta forma de nascer (é preciso não esquecer que se trata de uma cirurgia!) são substancialmente mais preocupantes do que os riscos do parto normal: maior probabilidade de surgirem infecções e hemorragias maternas e maior risco de lesão fetal, só para nomear alguns.
Muitas cesarianas são efectuadas no decurso de induções de parto falhadas. A intervenção é feita numa altura em que o colo do útero ainda não está favorável e o trabalho de parto não evolui. A ida para a sala de operações torna-se inevitável.

Contracções
As contracções são o «motor» do parto, a força que empurra o feto para o exterior. São, por isso, aliadas essenciais no momento de fazer nascer o bebé. Não ter medo delas é fundamental. Inicialmente, as contracções são dores semelhantes às cólicas menstruais.
Começam nas costas e estendem-se em direcção à barriga. Ocorrem no momento em que o útero está a contrair e a relaxar consecutivamente, mecanismo que ajuda a empurrar o bebé para o canal de parto.
Na maioria dos casos, o trabalho de parto começa suavemente, com contracções pouco fortes, que ocorrem em intervalos de 15 a 20 minutos e duram entre 30 a 45 segundos. Depois ficam cada vez mais frequentes, mais prolongadas e mais dolorosas, conforme o trabalho de parto avança.
Na fase activa do trabalho de parto, as contracções ocorrem a cada 3 a 5 minutos e duram, normalmente, 45 a 60 segundos.

Dilatação
Durante o trabalho de parto, o colo do útero vai dilatando, abrindo espaço à passagem do bebé. Essa abertura é expressa em centímetros e avaliada através de um toque vaginal feito pelo médico ou pela parteira. Diz-se que a dilatação está completa quando atinge os 10 centímetros. Normalmente, pouco tempo depois o bebé nasce. Por vezes, pode ocorrer uma paragem da dilatação.
Quando a situação persiste, apesar de a grávida estar a sentir contracções, pode ser necessário intervir (o trabalho de parto estacionário é uma das principais causas de cesariana).
Contudo, a questão deve ser equacionada antes: para que a dilatação progrida normalmente, a mulher em trabalho de parto não deve ser perturbada e o ambiente que a rodeia deve ser de calma e serenidade.

Doula
Doula é uma palavra grega que foi usada pela primeira vez no contexto do parto por dois investigadores americanos, nos anos 70.
Klaus e Kennel verificaram, em maternidades da Guatemala, que a presença de uma acompanhante durante o parto permitia reduzir consideravelmente as intervenções médicas. Como não havia uma palavra inglesa para designar estas acompanhantes, optou-se pelo termo grego doula que significa «mulher que serve».
Os estudos de Kalus e Kennel deram o mote para que um grande movimento tivesse início nos EUA e, rapidamente, se espalhasse por muitos outros países. Actualmente, a maior parte dos partos no Reino Unido ocorre com o apoio de uma doula.
As doulas acompanham a gravidez, o parto e o período pós-nascimento. A sua mais-valia reside essencialmente no suporte emocional que prestam. Defendem o respeito pelas decisões da mulher, depois de informada de todos os riscos e benefícios das várias formas de encarar o nascimento.
Procure mais informações em http://doulasdeportugal.blogspot.com ou em www.bionascimento.com.

Episiotomia
Incisão no períneo (área muscular compreendida entre a vagina e o ânus) e na parede vaginal, que tem por objectivo abreviar o parto. Em Portugal, são poucas as grávidas que escapam a esta experiência, mas o tema é controverso.
A Organização Mundial de Saúde contesta o uso rotineiro desta técnica, considerando a forma como a episiotomia é, actualmente, praticada uma «conduta frequentemente utilizada de modo inadequado».
Também a Sociedade Americana de Obstetrícia desaconselha o recurso sistemático à «episio». Estudos publicados ao longo das últimas duas décadas concluíram não haver razões científicas para continuar a executar, indiscriminadamente, a incisão no períneo durante o parto.
O procedimento deverá ser efectuado apenas em caso de estrita necessidade.

Epidural
Técnica anestésica que elimina as dores do parto sem afectar a mobilidade da grávida. O segredo reside em aplicar uma substância anestésica onde ela é realmente necessária: nas raízes nervosas a nível da coluna, responsáveis pela sensibilidade no abdómen.
A epidural bloqueia a maior parte das sensações dolorosas nesta zona. O anestesista introduz uma pequena agulha na parte inferior das costas, entre os ossos das vértebras inferiores. Um tubo muito pequeno é passado através da agulha. Esta é depois removida, deixando o tubo no seu lugar.
Os medicamentos que eliminam a dor são administrados através desse tubo. Mas a epidural não deve ser vista como um milagre sem contra-indicações. É uma técnica invasiva e como tal tem riscos. Algumas mulheres queixam-se de fortes dores de cabeça após o parto.
Tem também o grande contra de poder tornar mais difícil o período expulsivo (por estar anestesiada e relaxada, a mulher não sabe quando fazer força), aumentando a probabilidade de recurso ao fórceps para ajudar o bebé a nascer.

Expulsão
Segundo estádio do trabalho de parto. Começa na dilatação completa e termina com a expulsão do feto. Normalmente dura até 45 a 60 minutos, quando se trata do primeiro parto, e até 15 a 20 minutos quando já não é o primeiro bebé.
As contracções tornam-se mais intensas e prolongadas e a mulher sente uma grande vontade de fazer força.
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Quando o Bebé não dá a volta

Uma das preocupações dos pais à medida que se aproxima o final da gravidez é saber se o bebé «já deu a volta». E se não chegar a virar-se de cabeça para baixo? Como será o parto?

O bebé em apresentação pélvica é aquele que se encontra longitudinalmente no útero materno, com a cabeça junto ao fundo uterino e as nádegas ou os pés junto ao canal de parto. Esta situação acontece em cerca de 3 a 4% das gestações de termo (entre as 37 e as 41 semanas). Independentemente da via de parto - parto vaginal ou cesariana - sabe-se que o risco de morte destes fetos antes, durante e após o parto é cerca de duas a quatro vezes superior relativamente aos fetos em apresentação cefálica. Este risco atribui-se à maior percentagem de malformações fetais, parto pré-termo e prolapso do cordão, durante o trabalho de parto, associados a este tipo de apresentação fetal.

Por que é que o bebé não «deu a volta»?
Na maioria dos casos não se sabe a razão pela qual os bebés adoptam a posição pélvica no útero materno, mas existem situações mais frequentemente associadas a esta situação:
- Prematuridade. Quanto mais pequeno for o feto, maior é a área de mobilidade in útero, pelo que não sente necessidade de se acomodar ao útero materno, posicionando-se mais frequentemente com a pélvis junto ao canal de parto.
- Malformações uterinas ou massas pélvicas. No caso de miomas, aderências ou alterações anatómicas do útero materno, bem como aumento de volume dos ovários ou trompas, por formações quísticas ou outras, os fetos podem ter necessidade de adoptar posições mais confortáveis do que a vulgar apresentação cefálica.
- Malformações ou anomalias fetais. Fetos com lesões ou malformações ao nível do cérebro, nervos, músculos ou membros apresentam menor capacidade de mobilização dentro do útero, impedindo-os de se posicionarem de uma forma mais adaptada à cavidade uterina;
- Multiparidade. Em grávidas já com um ou mais filhos, a capacidade de distensão uterina é maior, pelo que os fetos têm a capacidade de adoptar diferentes posições igualmente confortáveis.
- Gravidez gemelar. No caso de gémeos, o espaço dentro da cavidade uterina tem que ser partilhado, pelo que por uma questão de aproveitamento da área existente, um dos fetos pode apresentar-se pélvico;
- Anomalias no volume do líquido amniótico. Em casos de líquido amniótico aumentado na bolsa onde o feto se encontra, a capacidade de mobilização fetal é bastante maior, não havendo necessidade de adaptação da cabeça ao canal de parto. Quando o líquido se encontra reduzido, o feto tem mais dificuldade em mobilizar-se, pelo que se torna complicado «dar a volta» e colocar-se de cabeça para baixo.
- Tipo de inserção da placenta. Situações em que a placenta se encontra prévia, ou seja, a tapar o orifício de saída do útero, pode existir dificuldade na adaptação da cabeça fetal ao canal de parto, bem como uma menor mobilidade fetal pela posição baixa de inserção do cordão umbilical.

Diferentes posições
Os bebés pélvicos podem apresentar três posições distintas no útero materno:
- Modalidade Incompleta Modo de Nádegas. Esta é a posição mais comum dos fetos pélvicos, encontrando-se em 50 a 70% dos casos. Apresentam as coxas flectidas sobre o abdómen e as pernas em extensão, de forma a que os pés se encontrem junto à sua face.
- Modalidade Incompleta Modo de Pés. Na segunda posição mais frequentemente encontrada (10 a 30% dos casos), pelo menos um dos membros inferiores apresenta-se em extensão total, com o pé junto ao canal de parto.
- Modalidade Completa. Esta é uma situação rara (5-10% dos casos), em que as coxas e as pernas do bebé se encontram igualmente flectidas, de forma a que ambos se encontrem junto ao canal de parto;
Vigilância da Gravidez
A vigilância da gravidez para um bebé pélvico é igual à de qualquer outra gravidez. No entanto, é fundamental conhecer a situação antes do parto para que tudo seja planeado da melhor forma, quer para o feto, quer para a mãe. Assim, a consulta das 36 semanas é imprescindível para a confirmação da posição fetal, a qual, na maioria das situações, se mantém até ao momento do parto. Esta pode ser conhecida através da palpação fetal via abdominal materna, do toque vaginal e da ecografia que, em última análise, confirma inequivocamente a posição do feto. Além da posição, a ecografia é imprescindível para o diagnóstico da modalidade do pélvico e cálculo da estimativa do peso fetal, as quais terão implicações na decisão da via de parto. Ao confirmar-se a existência de um feto pélvico, sem malformações aparentes e sem contra-indicações para parto via vaginal, por volta das 37 semanas, é possível tentar reverter a situação, ajudando o feto a posicionar-se de cabeça para baixo, com uma pressão e manipulação fetal via abdominal materna. Esta técnica obstétrica, chamada Versão Externa, é realizada por um obstetra experiente em meio hospitalar, sob monitorização fetal contínua (CTG), após administração de um relaxante muscular uterino, no sentido de facilitar a manobra. A taxa de sucesso ronda os 60%, encontrando-se dependente da experiência do obstetra, da quantidade de líquido amniótico, do panículo adiposo abdominal materno, da paridade materna (número de partos anteriores), da idade gestacional, da posição do dorso fetal, da modalidade da apresentação e da inserção placentar.
Após uma Versão Externa eficaz, a taxa de retorno do feto à apresentação pélvica, nos dias subsequentes, é da ordem dos 3 a 5%. Importa salientar que, apesar de esta técnica ter benefícios, os riscos podem existir num pequeno número de casos, obrigando à suspensão imediata da técnica e, por vezes, a uma cesariana de emergência. Destes, destacam-se a rotura de membranas, o descolamento placentar, as hemorragias feto-maternas, a compressão do cordão umbilical e as lesões fetais ósseas ou viscerais.

Como Nascem os Fetos Pélvicos?
A melhor forma de nascimento para os fetos pélvicos tem sido alvo de grandes controvérsias obstétricas, desde há vários anos, pelo que os estudos científicos não têm parado no sentido de apurar quais os riscos e benefícios materno-fetais, inerentes às duas possíveis vias de parto (parto vaginal ou cesariana). Assim, na sequência do primeiro grande estudo multicêntrico realizado a nível Mundial (Term Breech Trial), em 2001, o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) recomendou a realização de Versão Externa sempre que possível e, caso não fosse eficaz, a realização de cesariana programada nos fetos pélvicos, excepto em caso de parto eminente ou em gestações gemelares com o segundo feto nesta apresentação. A razão desta decisão prendeu-se com os resultados talvez prematuros do dito estudo que revelava uma morbimortalidade perinatal superior em caso de parto via vaginal. Depois destes resultados publicados e da recomendação emitida pela ACOG, o número de cesarianas por apresentação pélvica aumentou exponencialmente, deixando para trás a via vaginal, a qual se tornou uma raridade nos últimos cinco anos. Os estudos científicos não pararam e muito se tem contraposto relativamente aos resultados polémicos do Term Breech Trial. As contestações científicas têm sido variadas, pondo-se mesmo em dúvida a forma como o referido estudo terá sido realizado e estruturado. Os resultados científicos mais recentes publicados a longo prazo em termos de morbimortalidade infantil e desenvolvimento psico-motor das crianças que foram fetos pélvicos, não revelam diferenças estatisticamente significativas entre as duas vias de parto, não podendo ser esquecido o maior risco materno no grupo das cesarianas, inerente a uma cirurgia. Na sequência dos novos conhecimentos, a ACOG reformulou as suas recomendações em caso de fetos pélvicos, readmitindo a hipótese de parto via vaginal, desde que respeitados criteriosamente requisitos impostos pela mesma.


S&R

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Estou Grávida que bom... que preocupação!

Na gravidez a sua saúde física e mental é o mais importante.
É um período de grandes mudanças, em que se transforma - de corpo e mente - numa MÃE!
- Pode estar preocupada com as mudanças no seu corpo, com a saúde do seu bebé ou com o parto.
- Talvez esteja insegura acerca da sua capacidade para ser mãe ou pelos encargos económcos que irão surgir.
- Pode ter medos, sonhos diferentes, mudanças de humor ou simplesmente, sentir-se mais frágil e sensível.
- A relação com o seu companheiro pode também ressentir-se com estas mudanças, atravessar fases de tensão ou modificar-se a nível sexual.

Tudo isto é normal e partilhado por muitas outras mulheres e casais nesta situação.
Faz parte do processo de gravidez e das grandes alterações hormonais e emocionais que estão a acontecer.

Cuide de si. O seu bebé agradece!
- Seja simpática para si própria. Se alguém lhe oferecer ajuda, não hesite: aceite!
- Descanse sempre que precisar. Não "roube" o seu tempo de sono. Faça uma sesta.
- Alimente-se bem, com produtos saudáveis para si e para o bebé. Beba bastante água.
- Faça exercício. Aconselhe-se com o seu médico assistente.
- Mantenha a sua vida sexual activa, excepto se isso lhe tiver sido desaconselhado pelo seu médico.
- Converse com o seu companheiro, outros familiares ou amigos de confiança. Partilhe as suas dúvidas e preocupações.
- Guarde algum tempo para si: dê um passeio, tome um banho de imersão, descanse no sofá com a sua actividade preferida.
- Procure não assumir novas responsabilidades neste período. Aprenda a dizer NÃO.
- Tente afastar-se das pessoas ou situações que lhe causem stress.
- Aceite as mudanças que acontecem dentro de si e desista de querer controlar tudo.

Se sentir:
- alterações marcadas de sono ou apetite;
- fadíga extrema:
- grande ansiedade ou irribatibilidade;
- dificuldades de concentração;
- uma grande tristeza ou grandes oscilações de humor,
fale com o seu médico.


S&R

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Está preparado para a maternidade?

Para quem está a pensar ter filhos, para quem quer saber se está ou não preparado(a) para assumir a maternidade/paternidade, ou mesmo, para quem tem curiosidade em saber algumas das “ sensações “ de ser Mãe/Pai, Colin Bowles criou 10 tópicos (partes menos boas), onde tenta mostrar alguns desses exemplos.
Quem actualmente tem filhos, vai com certeza identificar-se com algumas destas situações. Divirtam-se!
As dez maneiras de saber se estão preparados para a paternidade/maternidade por Colin Bowles:

1. Vestir crianças não é tão fácil como parece. Primeiro compre um polvo vivo e um saco de rede. Tente enfiar o polvo no saco sem deixar nenhum braço de fora.
2. Esqueça os carros desportivos e compre um familiar. Não pense que o pode deixar à porta, impecável e a brilhar, porque os carros de família não são assim. Compre um gelado e guarde-o no compartimento das luvas. Enfie uma moeda no leitor de cassetes, desfaça um pacote de bolachas e atire-as para os bancos traseiros.
3. Prepare-se para sair. Espere à porta do quarto de banho durante meia hora. Saia para a rua, volte a entrar. Saia e entre de novo. Volte a sair e ande um bocado em frente de casa. Entre. Saia. É normal que falte sempre mais alguma coisa para levar. Agora caminhe devagar ao longo da estrada durante cinco minutos. Pare para examinar minuciosamente todas as beatas, pastilhas elásticas, lenços sujos e insectos mortos que encontre pelo caminho. Está pronto a levar uma criança a passear.
4. Para antever como serão as noites, ande às voltas pela sala entre as 5 da tarde e as 10 da noite, com um saco molhado com cerca de 6 Kg de peso. Às 10 pouse o saco, meta o despertador para a meia-noite e vá-se deitar. Levante-se à meia-noite e ande às voltas à sala de estar com o saco ao colo até à uma da manhã. Ponha o despertador para as 3. Como não consegue voltar a adormecer levante-se às 2 e tome uma bebida. Volte para a cama às 2:45. Levante-se quando o despertador tocar às 3. Ponha o despertador para as 5, levante-se. Prepare o pequeno almoço. Repita durante 5 anos sempre de cara alegre.
5. Antes de se decidir por fim a ter filhos, descubra um casal que já os tenha e censure-lhes os métodos de disciplina, a falta de paciência e o facto de os deixarem fazer tudo. Sugira maneiras de melhorar os hábitos de sono e de ir ao bacio, de apurar as maneiras à mesa e o comportamento em geral. Desfrute da sua última oportunidade de acertar nas respostas para os problemas.
6. Tire o miolo a um melão e faça-lhe um orifício lateral mais ou menos do tamanho de uma bola de golfe. Suspenda no tecto com um fio e faça-o balançar. Pegue numa colher de papa e tente encher o melão através do orifício. Está apto(a) a alimentar um bebé de 12 meses.
7. Vá ao supermercado e leve consigo o que mais se parece com uma criança em idade pré-escolar. O ideal é uma cabra adulta. Se está a pensar ter mais de um filho, leve mais que uma cabra. Faça as compras sem perder as cabras de vista e pague tudo o que destruírem.
8. Aprenda o nome das personagens de todos os desenhos animados e dos Pokemon. Quando der por si a cantar o "Batatoon", no banho, está apto(a) a receber o diploma de pai/mãe.
9. Repita sempre o que disse pelo menos 5 vezes.
10. Mulheres: para se preparar para a maternidade, vista um roupão e pendure um saco de feijões à frente.. Deixe-o ficar assim 9 meses. No fim retire 10% dos feijões.
Homens: vá à farmácia local, despeje o conteúdo da sua carteira no balcão e diga ao farmacêutico que se pague. Dirija-se em seguida ao supermercado e mande o seu ordenado ser lá pago directamente.

Mesmo assim.. vale mesmo a pena ser Mãe/Pai!
S&R