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sábado, 20 de dezembro de 2014

domingo, 30 de novembro de 2014

COmo manter um bom relacionamento coos filhos adultos



Como manter um bom relacionamento com os filhos adultos

Uma grande dificuldade para os pais é enfrentar a realidade de que seus filhos cresceram, tornaram-se independentes e já não precisam mais deles o tempo todo. A questão é tão séria que muitos pais desenvolvem processos depressivos nessa fase, principalmente quando os filhos saem de casa e passam a ter vida própria. É a chamada “síndrome do ninho vazio”.
Até certo ponto existe uma normalidade nesse sentimento de vazio, afinal, foram anos de dedicação na criação dos filhos com a casa cheia e tantas preocupações diárias com estudo, higiene, cuidados médicos, educação... Mas é preciso aceitar que este é o ciclo da vida e, portanto, não há como evitar. O grande problema é quando essa aceitação não existe e os pais passam a exigir e cobrar dos filhos uma atenção que não mais lhes pertence, ou melhor, não lhes é mais exclusiva.
Então se desencadeiam conflitos intensos entre pais e filhos, pai e mãe, pais, genros e noras e assim por diante. Além dos conflitos íntimos que surgem através de emoções como a raiva e a pena que se manifestam na culpa torturante pela discordância entre pessoas que se amam. Essa é uma situação lamentável e de grande sofrimento que os pais podem evitar através da adequação da relação com os filhos adultos.
Nesse sentido, algumas dicas podem ser interessantes:
1- Aceite que um ciclo se fechou em sua vida e permita que outro se abra: você fez o que podia enquanto eles cresciam, não seria o momento de aproveitar o tempo livre para você mesmo? Quem sabe retomar projetos antigos que foram sempre adiados? Trabalhos, cursos, programas com amigos. Esse não seria também um bom momento para investir em seu relacionamento conjugal? Lembre-se que a satisfação dos pais é ponto importante no bom relacionamento com os filhos.
2- Olhe as coisas pelo lado positivo; filhos independentes representam uma grande vitória para os pais, afinal criamos nossos filhos para o mundo, não é mesmo? Bom lembrar que por independentes não se pode entender que eles não precisem mais de você, muito pelo contrário, sem cobranças eles serão os primeiros a querer que os pais participem de suas decisões na vida. Esse convívio é importante para toda a família.
3- Evite, pois, qualquer tipo de cobrança. Demonstre compreensão com a falta de tempo deles ou com suas escolhas pessoais. Nenhum tipo de relacionamento funciona baseado em exigências, sejam elas hostis ou dissimuladas. Pais que se fazem de vítimas para manter seus filhos por perto podem até alcançar esse intento, mas não haverá prazer na convivência. É mais questão de qualidade do que de quantidade.
4- Esteja receptivo a uma conversa. Os pais se acostumam a falar muito e escutar pouco, isso sempre é um transtorno, mas na vida adulta se intensifica. Pais não são os donos da verdade simplesmente porque desejam o melhor para seus filhos; é preciso prestar atenção nas considerações deles. Você pode até discordar e deixar isso claro, mas é necessário acatar as ideias diferentes.
5- Se os filhos adultos ainda morarem com os pais é preciso estabelecer um novo pacto familiar, onde os filhos compreendam a necessidade de respeitar o fato de quem manda na casa são os pais, mas os pais também compreendam que seus filhos adultos são capazes e devem tomar suas próprias decisões, arcando com as consequências, principalmente quando já se sustentam.
6-E, por fim, seja o ombro amigo para seus filhos, essa é uma das grandes vantagens de tê-los adultos: você agora pode ser mais amigo do que tutor.
Importante concluir que há beleza em todas as faces da vida basta que nos dediquemos a enxergá-las.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Deslocação da cabeça do radio


5 Anos



Onde um dia já esteve o berço, o carrinho de passeio e o biberão, estão agora bonecos, construções, puzzles, livros, e muitos desenhos que tornam mais alegres as paredes da casa. E onde existia um recém-nascido que chorava e dormia, hoje existe um grupo de meninos e meninas, que brincam ruidosamente na sua sala, como se estivessem num ginásio. São os amigos do seu filho, que agora já é "grande".
 Agora que completou cinco anos fala quase como um adulto: a sua linguagem fluida permite-lhe contar histórias, fazer perguntas, e exprimir qualquer pensamento que lhe venha à cabeça. O seu desenvolvimento motor também deu passos de gigante, e ele pode já começar a pensar em alguns desportos como a natação, o futebol, ou a dança.

Além disso, nesta fase, o pequenino começa a autonomizar-se cada vez mais da mamã e do papá. Entram na sua vida outras pessoas significativas, como a professora, o vigilante, o médico, a cabeleireira, até alguns amiguinhos do coração. Claro, é ainda um pouco egoísta e nem sempre partilha de bom grado os seus brinquedos. Mas começa a estar mais disponível para juntar os seus brinquedos aos dos outros meninos: a experiência ensina-o que a troca tem as suas vantagens, mas com a condição de no fim do dia cada um levar para casa o seu!

De agora em diante uma das suas principais tarefas será a de encontrar o equilíbrio certo entre o afecto e protecção, por um lado, e por outro, o encorajamento a uma autonomia cada vez maior. Neste aspecto o jardim-de-infância tem um papel fundamental: fora da família a criança começa a ver-se cada vez mais como um indivíduo independente. Para não falar das muitas coisas novas que aprende na escola: escreve as letras, começa a saber contar, os seus desenhos são cada vez mais precisos (benditos contornos!) e aprende até canções em língua estrangeira; quando regressa a casa tem mil coisas para contar.

É preciso preparar a sua entrada na escola primária! Já escolheu onde irá inscrever o seu filho? Na escola do bairro em que vivem, para que ele possa viver e crescer nessa comunidade, ou pensou em outra instituição, talvez privada? A propósito: não esqueça que antes dos seis anos tem que fazer a vacinação: as vacinas contra a difteria, tétano, tosse convulsa e poliomielite.

4 Anos



O que é que o seu filho está a fazer sozinho no quarto?
Incrível, está-se a vestir sozinho! Escolhe as combinações de que mais gosta sem se preocupar em pedir a sua opinião, e paciência, se assim vestido parece um pequeno palhaço!
Aos quatro anos de idade o seu pequenino já deu passos de gigante, mas não tema, o caminho em direção à autonomia ainda é longo, e ele não está assim tão confiante ao ponto de deixar a casa dos pais... Por enquanto limita-se simplesmente a gozar as novas capacidades que os seus quarenta e oito meses de vida lhe oferecem.

Nas últimas semanas tornou-se mais vital, dinâmico e tagarela. Fala com facilidade, começa a experimentar algumas regras gramaticais e, provavelmente, já começou a aprender a contar. Depois, por vezes, surpreende-a com algumas perguntas "profundas" ou "difíceis", a que os pais não conseguem dar resposta. Mas está também a tornar-se mais sociável: nesta fase até as crianças mais tímidas apreciam a companhia de adultos e pequeninos. Aos quatro anos muitos começam também a manifestar interesse pela escrita. Talvez o seu filho já tenha começado a desenhar algumas letras maiúsculas num papel. Se quiser encorajar esta actividade, experimente ensinar-lhe a escrever o seu nome: não é nem simples, nem óbvio, mas verá que ele ficará encantado com esta pequena magia!

O tempo da pausa da tarde diminui, e o quartinho torna-se não só o local do repouso, mas também o da brincadeira, sozinho ou com amiguinhos. Por esta altura já estará cheio de brinquedos, mas também de livros de colorir, canetas, lápis, puzzles e construções. E talvez não falte nem um computador didáctico, que favorece a aprendizagem através do jogo.

É conveniente garantir que a decoração do quarto é anti-derrapante e anti-mazelas: o pequenino corre, mas nem sempre olha com atenção para onde vai. E vale também a pena assegurar-se da qualidade e da segurança dos brinquedos, confirmando que são produtos certificados, atóxicos, e adequados à idade da criança. Em relação à disposição dos brinquedos, ensine-o a arrumá-los: mostre-lhe como se faz, ele seguirá o seu exemplo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Dormir sozinho ou com os pais?



Os hábitos de sono, são, para muitas de nós, no sentido lato do tema, uma chatice!
Impus a mim mesma que o faria da melhor forma com o A., de maneira a que ele ficasse autónomo neste campo. Mas o que se impõe a nós mesmas é muitas vezes contrário ao que depois se coloca em prática …
Aos 3 anos mudei o A. de quarto (pois desde que vendemos o nosso apartamento e ficamos na casa dos meus pais não houve essa possibilidade). Correu tranquilamente, e até aí não houve problemas.
Habituei-o a adormecer sozinho, pelo menos até uma dada altura.
Mas depois eles crescem, ficam mais giros, e as saudades parecem que crescem cada vez mais. Quando começam as palavras e as graças, todos os minutos são poucos, e ficamos sequiosos de um segundo que seja.
Durante um qualquer período desses, comecei a preferir deitar-me com ele na minha cama... considerava para mim, aquele o meu momento do dia, o meu momento mágico; tocava-lhe, sentia o cheiro dele, dava-lhe beijinhos suaves…. inevitavelmente, na maior parte das vezes adormecia com ele.
E foi então que achei por bem, mudar a estratégia. Adormeço-a sim, mas no sofá! Ora bem, ao fim do dia, deitava-me no sofá, enroscada nele, e mais uma vez, o toque, os mimos, os beijos… Quando chegava a hora e ele ainda não dormia, levava-o para a nossa cama, e depois quando adormecia, regressava à caminha dele pelo nosso colo.
Havia momentos em que a meio da noite ele acordava a pedir para ir para a nossa cama.
 Erro crucial: ía!!!
O que eu tomava por algo tranquilo e normal, teve as suas consequências. O A. habituou-se a dormir com a mãe, e somente com a mãe. Habituou-se ao calor, aos beijos e aos mimos. Hoje, na sua idade presente não adormece – mesmo – sozinho. Não negligencio o mimo, nem os beijos, mas essa dependência, é a meu ver, prejudicial em várias latentes. Além de que, extremamente cansativa para os pais.
Por vezes, quando o levávamos para a nossa cama, adormecíamos e ele acabava por ficar connosco a noite toda. Se sabe bem? Sabe. Sabe melhor que qualquer coisa! Mas se é mau? Não diria mau, diria antes que é “menos bom”…
Nem eu nem o pai dormimos bem. Ele mexe-se imenso, destapa-se de noite, atravessa-se na cama. Já para não falar na questão da privacidade do casal, a qual é afectada, e em muito.
Por isso, é apenas, “menos bom”.
Neste momento, estamos em fase de terapia. O A. deita-se na cama dele, e eu, não me deito. Permaneço sentada ao pé dele até ele adormecer e tem resultado.
Se acorda a meio da noite a pedir a nossa cama (coisa que melhorou muito desde que saiu da cama de grades), eu não o levo, e fico só sentada de novo ao pé dele, à espera que adormeça de novo e tem resultado.
Esta terapia é exaustiva. Pelo menos para mim. Porque me apetece muito mais dormir colada a ele e ali ficar, do que permanecer sentada a tombar de sono, à hora de dormir, ou a meio da noite.
Contudo, tomada nota mental -> segundo filho -> adormecer sozinho.
Como tal, recomendo honestamente a todas as recém-mamãs a criarem independência aos bebés na hora de dormir. Eu fi-lo durante uns meses, e asseguro que é muito positivo, e a longo prazo, compensa.
Colocar sempre a mesma melodia, ou ter um boneco característico para dormir, incentiva-os. Os meus primeiros tempos determinam os hábitos por meio de rotinas, e como tal, se houver um objecto ou um som que lembre a dita rotina, facilita, e muito.

Não abdico de nenhum momento com o A. Todos me parecem poucos. Mas é importante nos lembrarmos dos nossos momentos, dos momentos do casal.
A rotina do sono de que vos falo, interfere com isso. Se a criança adormecer sozinha, o tempo fica para nós. Se dormir tranquilamente na cama dela, o espaço é para o casal.
E consequentemente, pais saudáveis, filhos saudáveis!


Parte-se para férias: Praia ou Lago?



As férias, na praia ou no lago, devem ser pensadas respeitando os hábitos da criança, sem alterar os seus ritmos.
Qualquer que seja o destino, é necessário considerar se é preferível ir para um hotel ou alugar um apartamento: a segunda escolha parece mais indicada se a criança não se adapta facilmente a uma alimentação diferente daquela de casa ou se tem horários de refeição e repouso diferentes dos habituais.
Na praia, a criança não poderá estar todo o dia na areia, pois a exposição ao sol não deve ser excessiva, nunca durante as horas quentes (das 13 às 15) e sempre com creme de protecção e chapéu. É indicado levar a criança à água durante as primeiras horas da manhã. Banhe-o aos poucos, especialmente se a água estiver fria. O banho é só permitido afastado das refeições.
A areia pode esconder perigosas armadilhas: por muito que possa fazer bem caminhar na areia molhada com os pés descalços, ferimentos devido a detritos ou pedras aguçadas podem ser frequentes, pelo que é aconselhável que as crianças seja munidas de sapatinhos ou chinelos de borracha. A sua bagagem, além das roupas adequadas ao clima e dos objectos de cuidados pessoais, deve conter também os documentos sanitários e medicamentos.

Não se esqueça dos brinquedos aos quais a criança tem afecto, nem de alguns dos alimentos que habitualmente come, no caso de não se habituar facilmente aos alimentos locais ou se por acaso não for possível encontrá-los onde decorrem as férias.

É aconselhável estimular a criança a conhecer a água, por exemplo propondo-lhe brincadeiras e actividades na margem. Se ainda é pequeno, podemos ajudá-lo a flutuar na água com delicadeza; se é já crescido, podemos ensiná-lo a nadar, mas também a perceber os problemas e os eventuais perigos das grandes massas de água, como as ondas e as correntes. De qualquer forma é aconselhável, mesmo se a criança tem já confiança com a água, não deixar que tome banho sozinho, mesmo se perto da costa e com água baixa.

Mãe um dia


Tabuada... porque é que nuna me ensinaram isto?


Preciso de férias



Sinto-me sem paciência para nada... sem paciência para ninguém!!!
Acho que estou mesmo no limite, mas encontro sempre força e paciência para mais um dia, tenho medo da pergunte: Até quando?

Irrita-me tudo o barulho... não ter tempo para mim... o A. sempre atrás de mim (eu gosto é verdade, mas cansa)...




Carta de um Pai ao Seu Filho






domingo, 25 de novembro de 2012

Mamã, como nascem os bebés?



Em tempos esta pergunta era respondida dizendo “ quando fores grande percebes” ou com recurso a couves e cegonhas. Mas os tempos mudaram.

Cada vez que uma criança pede explicações ou faz uma pergunta mais ou menos direta sobre qualquer assunto, incluindo sexualidade, quer dizer que a sua curiosidade foi estimulada por algo que viu ou ouviu e para o qual não consegue encontrar explicação através dos próprios instrumentos e competências.
Neste caso, decidir não responder, escolher ser evasivo ou mudar de assunto alimenta a curiosidade e a confusão da criança que, de acordo com a sua idade, as tentará colmatar com explicações frequentemente erradas ou fantasiosas, procuradas das mais diversas maneiras. Assim, o silêncio dos adultos é contraposto pelas mensagens sobre a sexualidade com que são continuamente bombardeados pela tv e publicidade.
Se o progenitor tenta “desviar” a resposta, alimenta no filho a ideia de que é melhor não tocar nesse assunto embaraçoso, talvez por ter algumas conotações negativas. É portanto importante não se deixar controlar pela ansiedade de dever dar imediatamente todas as explicações necessárias. Acima de tudo é necessário respeitar os ritmos do filho, sobretudo se ainda pequeno, e o melhor modo de o fazer é fornecer algumas explicações de maneira a satisfazer as curiosidades que surgem de tempos a tempos. Deste modo, respeitando os tempos e ritmos de maturação cognitiva e emotiva da criança, evitarão o risco de lhe dar informações e detalhes para os quais ainda não está preparado.  

Filhos e Internet: navegar em segurança é possível



Para as crianças navegar na internet é uma oportunidade a incentivar, e que acima de tudo, deve ser tutelada, protegida e sempre acompanhada. Sugestões para uma "navegação segura".

Se tiver um computador em casa quase certamente os seus filhos navegam na Internet.
Com crianças mais jovens, a presença de um adulto é imperativa, mas é mais difícil de conseguir com pré-adolescentes e adolescentes. A ajuda pode vir de programas que agrupados sob a definição de Parental Control. Estes programas permitem de seleccionar os locais acessíveis a partir do computador, evitando sites indesejados.

Os princípios a ter em mente são dois:
· Aceitar apenas o que consideramos positivo
· Impedir o acesso ao que é negativo

A primeira etapa envolve uma seleção prévia dos sites que podem ser úteis, educativos e divertidos para as crianças. É uma boa solução do ponto de vista pedagógico, pois permite um percurso de aprendizagem racional, evitando distrações. É o único sistema que garante totalmente a navegação das crianças. O segundo ponto consiste em impedir o acesso a sites de risco. Através do sistema de controle que escolher, esses sites são filtrados automaticamente, o que significa que há uma margem de erro.
Não é seguro a 100%, mas representa um bom ponto de partida.

A escolha entre os diversos sistemas de controlo parental é muito ampla. Há aqueles oferecidos como um serviço (gratuito ou pago) pelo ISP com o qual se liga à Internet; outros são programas autónomos para instalar no computador, ou que podem estar já incluídos no sistema operacional. Existem ainda os browser especializados (um browser é um programa que permite navegar na internet), filtros de correio eletrónico e de motores de busca com controlo de conteúdo. Não faltam também programas "open source", ou seja disponíveis gratuitamente na rede.


Passear na rua - um lugar novo para o bebé


Para o bebé, exactamente como para o adulto, a rua é um dos principais cenários de confronto com a realidade.. é um lugar novo, onde descobrir as outras pessoas.
 
Para além das experiências em sua casa, em casa de familiares e amigos mais próximos, no infantário ou nas férias, as experiências diretas e indiretas de confronto do bebé com a vida dos outros irão acontecer prevalentemente na rua.
A rua: a própria palavra é, para os pais, sinónimo de perigo e armadilhas infelizes; no entanto é mais correto enquadrarmos a situação de forma mais equilibrada, recordando que caminhar na rua não significa só ir ao encontro de perigosas aventuras, mas também aprender a sentir verdadeiramente a sua pertença ao conjunto da humanidade.

Antes de mais, é o primeiro lugar onde a criança se apercebe que existem "os outros", que são muito diferentes entre si; depois, que vivem e trabalham em edifícios e estruturas que dão uma certa fisionomia ao lugar onde ele também vive e por fim, que ele próprio é uma dessas pessoas, faz parte de um todo, e pode ter relações de intercâmbio com o sistema no qual vive.

Sair com uma criança para passear, fazer compras, ou ir ao jardim, justifica também alguma atenção acrescida do ponto de vista dos equipamentos. Neste campo, cada adulto contará com os seus próprios hábitos e os da criança que acompanha. Recordamos que no que diz respeito à "pequena farmácia" podem ser suficientes toalhitas desinfetantes e pensos rápidos (cuja acção tranquilizante vai muito além do seu poder efetivo), enquanto é sempre aconselhável ter consigo uma garrafa de água mineral natural: poderá responder a uma sede inadiável, e poderá também servir para lavar os arranhões ou contusões sem ter que recorrer às fontes, que geralmente não oferecem garantias de higiene




sábado, 10 de novembro de 2012

FIlho... amor incondicional


3 anos



Aqui está: o bebé que nos últimos anos alimentou, mudou de fralda e encheu de mimos, fez três anos!
Já não é a "cria" que gatinhava pelo chão; este pequenino agora tornou-se mais ágil e muito... independente. Corre com facilidade, consegue dobrar-se para a frente sem cair, pedala energicamente no seu triciclo e, quando menos espera, encontra-o no cimo de uma escada, depois de ter subido sozinho os degraus. Enfim, dá-lhe muito que fazer por estes dias, e põe à prova os seus dotes atléticos. É necessário segui-lo e por vezes até correr, enquanto ele se move com desenvoltura de um quarto para outro.

O seu desenvolvimento cognitivo também progride rapidamente:
fala muitíssimo bem, e os pais já não têm que fazer esforços imensos para compreender o que diz.
No terceiro ano de idade uma criança consegue dizer algumas pequenas frases e usa tantas palavras que é já impossível contá-las. É também capaz de pronunciar o seu nome e, a quem lhe pergunta quantos anos tem, mostra prontamente três dedos da mão. Os pais podem contribuir para o estímulo das suas capacidades de aprendizagem continuando a ler para ele sempre que possível: antes de dormir, durante as refeições, na hora do banho. Agora que ele compreende um maior número de palavras, os contos que lhe lia quando era mais pequeno irão revelar-se ainda mais belos!

Nesta fase o seu filho tornou-se também muito curioso em relação ao mundo em seu redor: um passeio ao ar livre ou uma tarde ao pé de si, enquanto cozinha, podem tornar-se ocasiões maravilhosas para aumentar os seus conhecimentos. Experimente mostrar-lhe como a farinha se dissolve no leite, ou explorar os arredores, à caça de plantas, insectos e outros pequenos animais: será um divertimento, e o seu pequeno investigador não se cansará de observar e experimentar. A beleza dos mais pequeninos é exactamente esta: ainda não fazem distinção entre o jogo e a aprendizagem. Para eles brincar quer dizer aprender!

Este é também o momento da entrada no jardim-de-infância. Confirmou que o seu pequenino tem tudo o que precisa? Canetas, lápis, bata, babetes para a papa, estojo e mochila: são tantas as coisas de que precisa nesta nova fase da vida!

Entre a escola e as tardes em casa ou no jardim com os amiguinhos, a criança aprofunda a relação com os outros, adultos e pequeninos... e enquanto ela se deleita no baloiço, as suas roupinhas ganham mil cores (verde-erva, castanho-terra, laranja-gelado): coragem, a máquina da roupa vai ficar bem carregada! Eis porque é tão importante ter muita roupa: é realmente útil!